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A HISTÓRIA DA PATRICIA – AS NOSSAS HISTÓRIAS

A HISTÓRIA DA PATRICIA – PARTE 1

É com entusiasmo que a Patricia conta a sua história em Moçambique. Um país com um cultura muito diferente da nossa que fez com que toda a sua experiência fosse uma aventura para nunca mais esquecer. Teve a oportunindade de aulas a criança com essa cultura diferente proporcionando lhe momentos exclusivos.

Queres ter histórias destas para contar?

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A HISTÓRIA DA FILIPA – AS NOSSAS HISTÓRIAS

A HISTÓRIA DA FILIPA – PARTE 1

A Filipa conta a sua história de quando esteve na Indonésia a ensinar Inglês. Quando a conta explica sempre que a sua aventura começou porque queria ter impacto para um futuro melhor e brilhante de muitas crianças.
Tu também podes vir a contar um história como a da Filipa e viver aventuras únicas.

Que histórias queres contar?

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Portugueses que mudaram vidas lá fora

Sempre fui um aluno mediano. Terminei os estudos no tempo devido e tive a felicidade de poder fazer mestrado no estrangeiro e de estudar noutros modelos de ensino que me entusiasmaram. Em Janeiro de 2011 acabei os meus estudos no estrangeiro e regressei a Portugal aproveitando uma oportunidade para trabalhar numa famosa cadeia multinacional de hotéis. Recordo-me de perguntar à minha Diretora de curso no mestrado o que faria ela na minha situação, se tivesse 21 anos e pudesse ir trabalhar em qualquer parte do mundo, e ela recomendar-me eu ir trabalhar para a melhor cadeia de hotéis que existisse. Não era de facto o meu sonho, mas o sonho que alguém me implantou, que me levou a seguir aquela escolha.

Acontece que durante aquela experiência profissional nunca me senti valorizado, aprendi pouco, não me foi dado oportunidades para inovar, embora as tivesse procurado, não me senti a crescer pessoal e profissionalmente, e o pior foi que via um longo caminho à minha frente até poder começar a assumir as responsabilidades que queria. Decidi demitir-me e mudar de vida.

Foi nesse período que conheci a AIESEC. Prometiam oportunidades de desenvolvimento profissionais no estrangeiro, imersão em culturas distintas, experiências de liderança e impacto na sociedade. Tudo aquilo me soou tão alinhado com o que procurava naquele fase da minha vida, que se tornou óbvia a minha escolha – teria que juntar-me à AIESEC. Em outubro, e após passar os testes assumi o compromisso, perante os restantes candidatos, que iria procurar um estágio num país “sub” desenvolvido, e que me estava particularmente pelo Irão.

Irão 2012

Entretanto mudei-me de malas e bagagens para Londres para procurar trabalho, onde tive muitos trabalhos precários, onde sucederam várias tentativas falhadas de encontrar um estágio pela AIESEC. 5 meses mais tarde tive uma oferta de um estágio profissional (Global Talent) no Irão para realizar consultoria em projetos de desenvolvimento turísticos. Aceitei sem pestanejar! Em Portugal nunca poderia fazer consultoria estratégica, pois não era dos melhores alunos, e muito menos vinha das melhores escolas de negócio.

Em 15 dias estava no Irão, um país lindíssimo pelo qual me apaixonei, um país de gente hospitaleira, simpática, com uma riqueza e cultura milenar, onde viajei de lés-a-lés. Trouxe comigo amizades que ficarão para sempre e as melhores memórias da minha vida. E quanto ao meu desenvolvimento profissional, passei de 10 para 100. Aprendi imenso!

Após uma experiência tão impactante como aquela, quis aventurar-me ainda mais fora da minha zona de conforto, e decidi experimentar trabalhar em África. Várias oportunidades surgiram mas optei pela mais desafiante (leia-se difícil!) e fui para Burkina Faso, na África do Oeste, para fazer voluntariado durante 9 meses como Vice-Presidente da AIESEC. Estive responsável pela criação do departamento de estágios profissionais, para trazer mais estudantes estrangeiros a trabalhar em Burkina. Simultaneamente, e para me sustentar, dei aulas numa universidade local, um sonho que entretanto me tinha surgido (e embora o quisesse fazer, muito dificilmente o poderia fazer em Portugal). Foi a mais difícil experiência da minha vida e passado uma semana da minha chegada, quis desistir. As condições de vida era abaixo do básico a que um humano deverá viver, vivia abaixo do limiar da pobreza (2 dólares por dia), a comida escasseava, assim como a segurança rodoviária, o clima era extremamente quente, tive imensos problemas de saúde. No entanto não desisti e mantive-me fiel à minha missão e objetivos para conseguir lutar contra as adversidades e aguentar os 9 meses em África.

No entanto, foi em Burkina, nas longas horas sem eletricidade, que comecei a desenhar o que veio a ser o esboço da minha primeira startup. Quando terminei a experiência em África era já óbvio que o meu passo seguinte seria montar a minha primeira empresa, e assim o fiz. Voltei a Portugal com o único intuito de trabalhar um ano ininterrupto nesse projeto, acabando por entrar no ecossistema de empreendedorismo local. Estou de momento a iniciar a minha terceira startup tecnológica, juntamente com uma equipa de cofundadores que partilham da mesma visão que eu. E, apesar das nossas grandes ambições de expandir operações mundialmente, queremos futuramente manter a sede em Lisboa e contribuir para a redução da taxa de desemprego jovem, assim como ajudar a trazer riqueza e reconhecimento ao país enquanto um país moderno, jovem e inovador.

Tenho a certeza que tudo o que obtive profissionalmente até então foi resultado das minhas próprias escolhas. Recusei muitas propostas de empregos (algumas de sonho!), viver noutros países, projetos interessantes, tudo para que pudesse seguir os meus objetivos. E não estou nada arrependido. Não sei o que acontecerá nem o que estarei a fazer daqui a 6 meses, mas com certeza estarei a fazer algo que gosto e a seguir os meus próprios sonhos… não os de qualquer outra pessoa.

Mário Mouraz

mariomouraz@gmail.com

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AS NOSSAS HISTÓRIAS

AS NOSSAS HISTÓRIAS!

AIESEC ao longo dos anos tem construindo muitas histórias. Nas próximas semanas vamos contar-te a história da Filipa, da Patrícia e da Ana. Descobre como é que foi a aventura delas com a AIESEC inspira-te para viveres a tua.

Participa no Global Citizen e conta a tua história!