Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres!

Hoje, dia 25 de novembro, celebra-se o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Esta data foi implementada pela ONU com o intuito de alertar a nossa sociedade para os diversos tipos de violência contra as mulheres.

As mulheres sofrem vários tipos de violência, desde casos de abuso ou assédio sexual até maus tratos físicos e psicológicos, uma situação que se tem vindo a agravar com a pandemia. Antes do aparecimento do covid-19 cerca de 18% das mulheres experienciaram algum tipo de violência física ou psíquica por um parceiro intímo no ano anterior, cenário que se agravou após a pandemia com o número de chamadas para as linhas de apoio a quintuplicar. Ademais, é estimado que a cada 3 meses de confinamento, 15 milhões de mulheres venham a sofrer de violência. (Fonte: Observador e Público)

No caso português, uma em cada quatro mulheres admitem ter sido vítimas de algum tipo de violência desde os 15 anos e, 60% destas, sofreu consequências ao nível da saúde e do seu bem-estar. Mais do que isto, uma em cada cinco mulheres afirma nunca ter contado a alguém sobre os abusos de que era vítima.

A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – entre os anos de 2013 e 2018 registou 104 729 crimes de violência doméstica e prestou apoio a 43 456 pessoas, sendo que a esmagadora maioria das vítimas são mulheres (86%).

Quanto às punições para os agressores, registou-se um aumento do número de reclusos que se encontram com pulseira eletrónica ou a cumprir pena efetiva por atos de violência doméstica, podendo significar um avanço na forma como a sociedade vê este crime.

Contudo, e os dados falam por si, ainda há muito a ser trabalhado na nossa sociedade. Precisamos de começar a unir esforços para que as mulheres sejam vistas como iguais e não inferiores. É preciso dar voz às vítimas de violência doméstica e quebrar o ditado popular de que “entre marido e mulher não se mete a colher”.

Mais do que nunca, é importante agir e consciencializar as pessoas para que as vítimas tenham todo o apoio de que necessitam e não sejam culpadas pelas agressões que sofrem.

E tu podes contribuir! Como? Desafiando-te e participando nos programas de voluntariado internacional da AIESEC em prol do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 – Igualdade de Género. Inscreve-te em: aiesec.org/global-volunteer.

Como é que o meu Global Volunteer me ensinou a ser Empowering Others

Ao longo dos anos foram vários os jovens que confiaram na AIESEC para os apoiar nas suas experiências de voluntariado internacional e a desenvolverem competências de liderança. Uma das várias competências de liderança em que a AIESEC acredita é “Empowering Others” – os nossos jovens tornam-se capazes de comunicar de forma efetiva em vários ambientes, desenvolvem e empoderam outras pessoas e envolvem-se com os outros para alcançar um propósito maior!

Assim, como é que as nossas experiências de voluntariado internacional permitem que os jovens aprendam a ser empowering others? Decidimos perguntar a uma voluntária e estes foram alguns dos momentos em que ela sentiu a sua capacidade de empoderar os outros.

  • Quando um aluno do 5º ano que tinha dificuldades em fazer qualquer tipo de atividade escolar, me entregou um desenho, usando todo o seu esforço. Naquele momento percebi que a minha presença já tinha valido a pena.
  • Quando estava a ir para a primeira aula da manhã e as crianças vinham a correr ter comigo a dizer palavras em inglês que eu lhes tinha ensinado.
  • Quando expliquei numa aula que existia mais no Mundo para além da Tailândia. Mostrei onde era o meu país, Portugal, e os alunos ficaram muito curiosos.
  • Quando uma outra voluntária se estava a sentir em baixo e consegui com palavras e atividades melhorar um bocadinho o dia dela.
  • Quando mostrei a outras professoras da escola novas maneiras de ensinar as crianças.

Estes são apenas alguns dos momentos que permitiram à Patrícia desenvolver a sua capacidade “empowering others” e ver o impacto real das suas ações! Tal como ela, também tu podes empoderar os outros e desenvolver esta capacidade! Vem ser empowering others ao inscreveres-te em: aiesec.org.

Respondemos às tuas questões sobre fazer uma experiência internacional!

Todos nós ambicionamos e sonhamos com poder viajar, conhecer uma nova cultura e uma nova realidade! Contudo, quando a possibilidade de concretizarmos este desejo se aproxima é normal que sintamos algumas dúvidas e que existam algumas inseguranças. Por isso, e para ajudar a que estas dúvidas não te impeçam de dares o passo que queres, a AIESEC compilou um conjunto de perguntas frequentemente colocadas pelos jovens que realizam experiências internacionais connosco.

1. Que tipo de acompanhamento terei até ir de experiência?

A AIESEC tem um conjunto de padrões e comportamentos definidos de forma a garantir a qualidade das experiências de voluntariado e estágio internacionais. Desta forma, conseguimos garantir que os nossos jovens têm todas as ferramentas de que necessitam para desenvolverem o seu espírito de liderança. Além disso, a AIESEC vai acompanhar-te durante todo este processo e ajudar-te sempre que precisares.

2. Posso ir de voluntariado com um amigo?

Em todas as nossas experiências de voluntariado internacional é possível ires acompanhado por um amigo. Para tal apenas têm que se candidatar em conjunto e quanto mais rápido o fizerem, maior a probabilidade de conseguirem ficar juntos, devido ao número de vagas que a oportunidade pode ter disponíveis.

3. Posso ir num estágio com um amigo?

Nas experiências de estágio internacional de curta duração há a possibilidade de ires com um amigo. Contudo, comparativamente com as oportunidades de voluntariado, há uma menor probabilidade devido ao número mais limitado de vagas.

4. Que medidas está a tomar cada país parceiro para os programas?

A situação pandémica é também uma preocupação da AIESEC e de todos os nossos parceiros e, por esse motivo, os nossos programas estão todos a realizar-se, maioritariamente, a partir do Verão do próximo ano. Porém, a Turquia já realizou alguns programas de intercâmbio no mês de Outubro, tendo sempre presentes os cuidados devido à pandemia e existindo sempre um suporte para os nossos voluntários. Ademais, alguns aspetos e peculiaridades das oportunidades foram adaptadas de forma virtual.

5. Porquê ser aprovado agora quando não sei o futuro, porque não ser aprovado mais tarde?

Porquê deixar para amanhã o que podes fazer hoje? É um ditado português que pode muito bem aplicar-se a este cenário, ainda para mais no mês de Novembro. Durante este mês a AIESEC está com uma Campanha de Desconto. O que é que isto significa? Se fores aprovado para a tua experiência até dia 30 de Novembro vais poder beneficiar de um desconto de 40€ na taxa de intercâmbio de um voluntariado e de 30€ na taxa de intercâmbio de um estágio.

Começa a planear a experiência da tua vida e inscreve-te em: aiesec.org.

A quem pertence o corpo feminino?

Aborto! Desde sempre que este assunto divide opiniões acerca do que é aceitável fazer! Devemos tirar a vida a um ser que se encontra em desenvolvimento e que ainda não consegue viver sozinho? Sim ou não?

Agora vejamos a situação de uma outra perspetiva: a da mulher, a pessoa que sofre todas as transformações! A dona do corpo que carrega uma vida! Tem ela o direito de escolher o que fazer com o seu bebé? Tem ela o direito de decidir o que fazer com o seu corpo?

Sim, ela tem! Parece óbvio, mas mais uma vez as mulheres vêm este direito posto em causa em cada debate que surge sobre o que é ou não é aceitável. Mais uma vez as mulheres vêm o seu poder de decisão a ser diminuído!

No passado dia 22 de outubro o Tribunal Constitucional da Polónia, que até então possuía das políticas mais rígidas da Europa neste tópico, decidiu que a interrupção voluntária da gravidez em casos de malformação do feto é ilegal. As interrupções por malformação do feto correspondem a 98% dos abortos legais da Polónia, mas estas deixarão de acontecer caso a lei entre em vigor. Por outras palavras, o aborto torna-se praticamente ilegal na Polónia, colocando em risco a vida de milhares de mulheres.

Nos dias que seguiram o anúncio, milhares de pessoas juntaram-se para protestarem contra mais uma violação dos direitos das mulheres em várias cidades polacas e as revoltas espalharam-se por todo o mundo desde então. Em outros pontos do globo milhares de mulheres também realizaram manifestações para realçarem o seu apoio e solidariedade para com as mulheres polacas.

Ao mesmo tempo a que se assiste a uma pandemia mundial, assiste-se, também, à revolta de milhares de pessoas nas ruas que não se deixam calar pelas ameaças e força policial. No final de 2 semanas repletas de manifestações que contaram com mais de 100 mil pessoas e que se equiparam às marchas após a Guerra Fria, o governo ainda não publicou a decisão.

Na passada segunda-feira esta lei entraria em vigor, mas o governo ainda não a tornou publica, tornando evidente o impacto das multidões que saíram às ruas.

Perante um cenário de injustiça e de violação dos direitos humanos, as pessoas não conseguiram ficar caladas e mostraram a sua revolta. Durante duas semanas lutaram pelo que acreditavam e o resultado final provou que “a união faz a força”!

É por isso que todos podemos aprender com esta situação! Nós temos uma voz, nós temos poder e nós podemos impactar! Portanto, vamos usar o poder gigantesco que temos nas mãos e lutar por um mundo mais tolerante e um futuro melhor!

Usa o poder que tens para contribuíres para a igualdade de género e garantires que, no futuro, homens e mulheres serão vistos como iguais! Como? Usa o teu poder e inscreve-te numa experiência de voluntariado internacional em: aiesec.org.

Como posso preparar-me para a minha experiência internacional?

Muitos de nós deixamos alguns planos em pausa por causa da pandemia atual, mas será que não podemos sonhar com a concretização desses planos? Sim, podemos. E o que fazemos até lá? Podemos planear, afinal, um plano torna o sonho muito mais real.

Então, porque não começar já a sonhar? É o momento ideal para começares já a planear a realização do teu sonho.

Um destes sonhos pode ser, por exemplo, a realização de estágios internacionais! Mais do que uma tendência crescente dos últimos anos, os estágios internacionais são também uma forma de nos distinguirmos de potenciais “concorrentes” quando nos candidatarmos a uma vaga. Assim, o que é preciso fazer para termos sucesso na experiência internacional que nos permitirá desenvolver-nos, acelerar a nossa futura carreira e dar-nos uma vantagem competitiva?

Sabe o que queres

Antes de enviares a tua candidatura é importante que tenhas a certeza do que queres! Como o podes fazer? Sê claro sobre o que queres fazer e para onde queres ir, quer profissionalmente quer geograficamente. Anota um conjunto de experiências e elementos que te dão maior energia, define possíveis destinos e começa a pesquisa. Assim, à medida que fores encontrando oportunidades que combinem com o que definiste guarda-as para poderes rever mais tarde.

Familiariza-te com as tuas responsabilidades

Depois de conheceres as responsabilidades associadas a cada possibilidade de estágio podes tentar perceber se a oportunidade, de facto, é a ideal para ti. Ao leres as responsabilidades, se sentires que não tens conhecimentos para todas elas, don’t panic, o objetivo é o teu desenvolvimento profissional e pessoal – só o conseguirás ao aprender coisas novas.

Pesquisa e prepara-te

Depois de escolheres a oportunidade podes tentar saber mais sobre a empresa e ver se esta encaixa com os teus valores! Sim? Então é hora de dares o passo seguinte e começares a melhorar o teu CV.

Depois de te candidatares chegou mais um momento desafiante – a entrevista! A melhor dica para passares esta fase com sucesso é o preparaste para algumas possíveis perguntas e tentares pesquisar dicas e conselhos.

Confirma que está tudo pronto

O dia da entrevista é recheado de ansiedade e receios e isso é normal! Então, como os vamos passar com sucesso? Tem atenção ao teu vestuário, afinal as primeiras impressões têm sempre muito impacto. Depois sê tu próprio e procura estar o mais amigável possível.

No fim desta etapa superada não te esqueças de agradecer à equipa de recrutamento! Certamente que ficará na memória o candidato que agradeceu após a entrevista.

Depois destas pequenas dicas, resta-nos deixar-te mais um grande conselho: não desistas caso não sejas selecionado na tua primeira candidatura! Caso a resposta seja não, vê essa experiência como uma oportunidade para te desenvolveres e tornares ainda melhor! Nós só nos desenvolvemos quando erramos!

Se queres colocar o estágio internacional que deixaste na gaveta em prática, dá o primeiro passo para o teu desenvolvimento profissional! A melhor parte é que a AIESEC pode apoiar-te em todo o processo e está a investir em ti ao longo do mês de novembro. Se queres usufruir deste investimento candidata-te a um estágio internacional da AIESEC em: aiesec.org/global-talent.