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A​ ​tua​ ​experiência,​ ​o​ ​teu​ ​papel.

Viver uma experiência internacional tem o potencial de transformar a vida de um indivíduo. O crescimento vai além do aumento no valor acrescentado das competências dos jovens, ou da sua empregabilidade, também inerentes a uma experiência deste tipo. Em particular, sabe-se que as experiências de voluntariado e educação internacional que sejam mais ricas em situações que apelem à compreensão e interculturalidade têm maior impato positivo no desenvolvimento global e integrado das pessoas, comunidades e jovens voluntários. Mas como é isto acontece na realidade?

Cada experiência integra o desenvolvimento e vivência dos jovens, e cada pessoa tem uma história para contar, um conjunto de experiências e papéis diferentes. A Beatriz Reis não é diferente nisto. Uma jovem como todos os outros jovens, mas que abraçou o desafio de fazer uma experiência de voluntariado internacional em Pelotas (Brasil) através da AIESEC, e que nos pode ajudar a compreender a influência que a mesma teve na aquisição ou desenvolvimento de competências intercontextuais e no seu desenvolvimento pessoal.

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Esta foi uma experiência que aumentou muito o seu crescimento pessoal e competências aplicáveis nos mais diversos contextos, como o laboral. A necessidade de criar novas soluções para os desafios do projeto, tendo em conta as condições precárias em que as crianças do centro se encontravam levou ao desenvolvimento de um pensamento mais flexível e orientado para a (re)aproveitação de todos os recursos e bens, por muito escassos que fossem. A Beatriz fala ainda na importância de estar consciente de si mesma tendo em conta as situações de pressão, muitas vezes a nível da resposta emocional, com que frequentemente se deparava. Mas sempre relembrando que foram estas que a fizeram crescer enquanto jovem responsável pelo amanhã, que pode extinguir as condições desfavoráveis de hoje.

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A experiência foi particularmente desafiante devido às condições da comunidade onde estava a desempenhar funções de voluntária com crianças muito desfavorecidas, que maior parte das vezes não recebiam alimentação em casa, com todas as consequências implicadas. Esta era uma realidade com a qual não tinha tido tanto contato em Portugal, ou até mesmo nos sítios onde viajou anteriormente, tendo sido uma adaptação difícil mas bem-sucedida, muito graças ao apoio da AIESEC, voluntários do projeto e aos sorrisos das crianças com que trabalhou.

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Também a sua maneira de ver o mundo se foi alterando substancialmente durante toda a experiência. Não que antes fosse uma pessoa culturalmente fechada, pelo contrário, mas considera que foi o experienciar uma cultura através de contato direto com as crianças, ajudantes e funcionários do projeto, tal como outros voluntários internacionais, e ainda os membros da AIESEC em Pelotas que fizeram toda a diferença. Hoje é uma pessoa mais alerta para as diferentes necessidades que locais à partida semelhantes podem ter um pouco em todos os países, e qual poderá ser o papel em tais realidades.

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E tu, queres ser responsável pelo teu papel?

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Autora: Alexandra Santos

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