Impacta o mundo através dos outros

Young Women Travel Together Concept

Young Women Travel Together Concept

Olha só tu por aqui outra vez. No post passado falámos um pouco sobre uma das competências mágicas que a AIESEC se propõe a desenvolver nos jovens. Então hoje vamos discorrer um pouco mais sobre mais uma delas.

Na AIESEC, acreditamos que é possível desenvolver a liderança em qualquer pessoa, e para isso criámos um modelo para que isto possa ser alcançado por todos. Ele é composto por quatro competências que são: Auto conhecimento, ser Orientado à solução, Empoderar outros e ser um Cidadão global.

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Já falamos um pouco sobre o que é  ser um Cidadão global neste post aqui, e hoje vamos falar um pouco sobre Empoderar outros. E como todo bom apreciador de histórias fantásticas sabe, no comando de uma grande equipa, existe sempre um líder também ele formidável, como por exemplo a Liga da Justiça e o Super-homem, os Vingadores e o Capitão América, a equipa dos sete e o Kakashi-sensei, e esta  lista é praticamente infinita.

Mas qual é o real impacto destes líderes nas suas equipas? Como é eles conseguem obter bons resultados? E como é que empoderar os outros está relacionado com isso?  Vou-te responder de seguida a essas e outras perguntas.

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Então, o que é na prática empoderar outros?

 

Representa, no sentido literal, delegar tarefas, responsabilidades e projetos para outras pessoas, mas de forma consciente, orientada ao seu desenvolvimento e superação de desafios. E agora deves estar a pensar, trata-se apenas de dar aos outros coisas para fazer?

E resposta é sim, e não. Ou seja, vai muito além disso, existe uma analogia óptima  relacionada com gestão, mencionada no livro “Good to Great” de Jim collins.

Ele compara uma equipa a um autocarro, onde o líder seria o motorista e a equipa os passageiros, e ao invés de escolher um destino e informar aos passageiros, o motorista deveria escolher os passageiros certos e então juntos escolherem o destino.

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Mas é a segunda parte que gostaria de enfatizar, que se resume em colocar as pessoas certas nos assentos corretos. Ou seja, um bom líder deve não só estar aberto às contribuições, mas também conhecer a equipa extremadamente bem. A ponto de saber delegar as tarefas certas, que se adequam às competências e necessidades de cada pessoa.

E como é que isto se relaciona com as restantes competências e necessidades que acreditamos serem necessárias para entregarmos o tipo de liderança que o mundo tanto precisa?

De forma quase magistral eu diria, pois uma pessoa que se conheça, e à equipa com quem trabalha, que esteja sempre em busca de novas soluções e consiga adaptar-se a qualquer ambiente e contexto cultural, é o tipo de líder que trabalhamos para entregar ao mundo.

Pois é capaz de empoderar os outros e transmitir  de forma clara toda ou parte dessa bagagem de incalculável de conhecimentos e experiências para mais pessoas. E isso vai desencadeando todo um movimento cada vez maior, mais impactante e irreversível,  independente de onde aconteça.

De Aluno Mediano a Fundador de 3 Start-Ups

Aos 18 anos entrei na faculdade e a única certeza que tinha era que queria acabar o curso o mais depressa possível e partir para fora do país para ter experiências profissionais. Sabia também que no futuro gostaria de criar e gerir a minha própria empresa; só não sabia que o iria fazer tão cedo.

No primeiro ano de licenciatura de Gestão no ISCAL fui desafiado por um professor a participar no Poliempreende, um concurso de empreendedorismo a nível nacional. Não tinha ideias; não sabia fazer um plano de negócios; não tinha equipa. Acho que a única coisa que tinha verdadeiramente era vontade, que percebo agora ser o factor mais importante.

Mais tarde lancei-me para mestrado em Barcelona e iniciei a minha carreira profissional a trabalhar em hotéis, tendo trabalhado em Espanha, Perú e Inglaterra. Em Novembro de 2011 um acontecimento mudou a minha vida – conheci a AIESEC. Através do programa de estágios profissionais no estrangeiro decidi mudar de área para encontrar algo que me satisfizesse e foi aí que surgiu a oportunidade de ir trabalhar em consultoria estratégica para projectos de desenvolvimento de turismo no Irão. Aceitei sem hesitar.

A experiência de viver num país cultural e politicamente tão diferente foi um desafio que me fez crescer e me permitiu abrir imenso os horizontes. Recordo com saudade todos os recantos do país, que acabei por visitar, e as pessoas maravilhosas que conheci. Hoje em dia tenho lá bons amigos e estou a desenvolver um plano de expansão da Climber (empresa da qual sou fundador) para o Irão. Foi a viver neste país que tomei uma decisão – o que quer que fosse fazer depois do Irão teria que ser um desafio ainda maior.

Esperava-me assim um ano de voluntariado em Burkina Faso, na África do Oeste,  a trabalhar enquanto membro da AIESEC. Ao mesmo tempo, e para pagar as contas, dei aulas numa universidade local, uma experiência que irei um dia repetir.  Viver em Burkina Faso foi díficil. Imaginem-se a viver numa favela; numa casa que apesar de ser a melhor do bairro, não tem o conforto de um quarto ou de uma cama, de uma sanita, ou mesmo de um frigorífico. A comida era escassa e passei fome. Se compararmos aos nossos standards europeus, em Burkina Faso não se vive, sobrevive-se. Não me sobram dúvidas que foi este ano repleto de desafios que me inspirou a prosseguir o meu sonho inicial de me tornar empreendedor. Como não havia electricidade em casa após as 20h, aproveitava os pôr-de-sol para subir ao terraço onde desenhava em papel o que veio a ser o primeiro plano de negócios da primeira empresa que criei.

Passado um ano decidi voltar a Portugal e em 2013, determinado a criar a minha primeira empresa, isolei-me de tudo e todos para trabalhar em casa dos meus pais (e talvez para me isolar também da sociedade e recuperar do choque), perdi dinheiro, cometi erros de principiante e aprendi imenso. A empresa não gerou retorno e decidi fechá-la. Imediatamente decidi criar com um sócio a minha segunda empresa, um software de analytics para hotéis. A experiência durou 10 meses, mas também não correu bem e acabei por sair da startup em Dezembro de 2014. Logo a seguir decidi criar a Climber Hotel, a terceira empresa, também esta um software para hotéis que os ajuda a definir qual o melhor preço a que devem reservar os seus quartos.  Actualmente sou co-fundador e CEO da Climber Hotel que conta já com 8 colaboradores de 4 diferentes nacionalidades. Queremos expandir a equipa para 19 colaboradores e estamos a desenvolver um plano de  internacionalização a executar ainda em 2016.

Acredito que não teria conseguido atingir este ponto da minha carreira, onde estou muito feliz e faço o que gosto, caso não tivesse passado por tantos desafios na minha vida pessoal e profissional. Os obstáculos tornaram-me mais determinado e sei perfeitamente que é aqui que quero estar nos próximos anos.

Um conselho para jovens que se querem tornar empreendedores?

O tempo ideal para lançares um projecto teu é agora, enquanto não tens responsabilidades maiores.  Se tiveres o “bichinho” e o quiseres explorar fá-lo. Segue a tua paixão! Sabendo o que sei hoje, eu tê-lo-ia feito mais cedo. Se quiseres trocar ideias fala comigo.

 

Mário Mouraz

Co-fundador da Climber Hotel

mario@climberhotel.com


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