Respondemos às tuas questões sobre fazer uma experiência internacional!

Todos nós ambicionamos e sonhamos com poder viajar, conhecer uma nova cultura e uma nova realidade! Contudo, quando a possibilidade de concretizarmos este desejo se aproxima é normal que sintamos algumas dúvidas e que existam algumas inseguranças. Por isso, e para ajudar a que estas dúvidas não te impeçam de dares o passo que queres, a AIESEC compilou um conjunto de perguntas frequentemente colocadas pelos jovens que realizam experiências internacionais connosco.

1. Que tipo de acompanhamento terei até ir de experiência?

A AIESEC tem um conjunto de padrões e comportamentos definidos de forma a garantir a qualidade das experiências de voluntariado e estágio internacionais. Desta forma, conseguimos garantir que os nossos jovens têm todas as ferramentas de que necessitam para desenvolverem o seu espírito de liderança. Além disso, a AIESEC vai acompanhar-te durante todo este processo e ajudar-te sempre que precisares.

2. Posso ir de voluntariado com um amigo?

Em todas as nossas experiências de voluntariado internacional é possível ires acompanhado por um amigo. Para tal apenas têm que se candidatar em conjunto e quanto mais rápido o fizerem, maior a probabilidade de conseguirem ficar juntos, devido ao número de vagas que a oportunidade pode ter disponíveis.

3. Posso ir num estágio com um amigo?

Nas experiências de estágio internacional de curta duração há a possibilidade de ires com um amigo. Contudo, comparativamente com as oportunidades de voluntariado, há uma menor probabilidade devido ao número mais limitado de vagas.

4. Que medidas está a tomar cada país parceiro para os programas?

A situação pandémica é também uma preocupação da AIESEC e de todos os nossos parceiros e, por esse motivo, os nossos programas estão todos a realizar-se, maioritariamente, a partir do Verão do próximo ano. Porém, a Turquia já realizou alguns programas de intercâmbio no mês de Outubro, tendo sempre presentes os cuidados devido à pandemia e existindo sempre um suporte para os nossos voluntários. Ademais, alguns aspetos e peculiaridades das oportunidades foram adaptadas de forma virtual.

5. Porquê ser aprovado agora quando não sei o futuro, porque não ser aprovado mais tarde?

Porquê deixar para amanhã o que podes fazer hoje? É um ditado português que pode muito bem aplicar-se a este cenário, ainda para mais no mês de Novembro. Durante este mês a AIESEC está com uma Campanha de Desconto. O que é que isto significa? Se fores aprovado para a tua experiência até dia 30 de Novembro vais poder beneficiar de um desconto de 40€ na taxa de intercâmbio de um voluntariado e de 30€ na taxa de intercâmbio de um estágio.

Começa a planear a experiência da tua vida e inscreve-te em: aiesec.org.

O meu Global Talent

“Olá! O meu nome é Luís Semedo, tenho 23 anos e sou do Algarve. Atualmente, sou aluno de mestrado em Estudos Africanos no ISCTE. Fiz a minha licenciatura em Relações Internacionais na Universidade de Évora.

O ano passado, entre março e abril, tomei a decisão de me candidatar a um estágio internacional com a AIESEC. Posso dizer que existiram dois fatores que me motivaram a fazê-lo! Primeiro, andava à procura de oportunidades de estágio em Lisboa, confesso que tentei imensas empresas, mas a resposta era sempre a mesma: não tinha experiência profissional suficiente. Segundo, era membro da AIESEC e questionei-me: “Por que não fazer uma experiência?”. Foi então que me candidatei a um estágio na área de vendas em Kyiv, a magnifica cidade capital da Ucrânia.

Nos dias anteriores à minha partida comecei a sentir o entusiasmo e a incerteza. Estava entusiasmado com a ideia de vir a estagiar no estrangeiro, mas também receoso de o fazer – ir para longe e para um país que vagamente conhecia sozinho. Mas, no geral, estava feliz com a decisão que tinha tomado uns meses antes e muito motivado por embarcar na aventura.

Os primeiros dias foram de adaptação à nova realidade, ao país, à cidade e às pessoas. Todo este processo tornou-se mais fácil com o seminário organizado pela equipa da AIESEC de Kyiv, onde tivemos a oportunidade de conhecer outros estagiários, receber algumas orientações básicas sobre o país e dicas para o nosso dia-a-dia.

Estagiei numa start-up chamada Tranzzo, uma fintech que se focava em métodos de pagamento. Os primeiros dias foram incríveis, fui bem recebido pela equipa e fui imediatamente alocado a um colaborador que seria o meu mentor durante toda a experiência. Explicaram-nos qual era o plano de negócio, como funcionava o setor, e tudo o que precisávamos de saber para realizar as nossas tarefas. No primeiro dia tive uma reunião com o meu mentor, onde este me perguntou quais eram as minhas expectativas, ambições, objetivos e até mesmo o que queria fazer no futuro para que este pudesse adaptar todo o estágio consoante as minhas expectativas e background académico.

Ao longo das minhas 6 semanas na empresa, trabalhei diariamente com o meu mentor. Contribuía para o seu trabalho e ele para a minha aprendizagem e desenvolvimento pessoal. Diariamente tinha como funções analisar possíveis parceiros que se enquadrassem no plano de negócios da empresa e foram várias as ferramentas que o meu mentor me deu a conhecer para desempenhar melhor as minhas funções (Excel, ferramentas de CRM, entre outras). O ambiente na start-up era muito tranquilo, os funcionários simpáticos e faziam sempre questão de saber se a nossa estadia estava a correr bem. No final do estágio, e de modo a apresentar também um pouco a realidade portuguesa, fiz uma apresentação sobre os métodos de pagamento em Portugal. Nesta apresentação também incluí os métodos de pagamento em crescimento no continente africano.

Quando regressei a Portugal senti-me de certo modo concretizado, com o sentimento de “missão cumprida”. Foram 6 semanas em que aprendi imenso, criei amizades, novos contactos e adquiri novas competências. Tudo isto enquanto descobri e conheci um país lindíssimo que é a Ucrânia.

Foi uma experiência que me tornou mais consciente das minhas valências, dos meus pontos fortes e dos meus pontos fracos. A experiência ajudou-me também a conhecer outras culturas, outros modos de lidar, outros modos de comunicar.

Em termos profissionais, a minha experiência na Ucrânia foi muito benéfica, tanto que na minha última noite em Kyiv recebi um email com uma proposta de estágio, desta vez, para um período de 1 ano, na Embaixada de Portugal em Adis Abeba, Etiópia, na vertente de diplomacia económica. E, claro, agarrei esta oportunidade que se abria.”

Se queres ter uma experiência como a do Luís inscreve-te em: aiesec.org/global-talent.