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Empreendedorismo em Portugal

Em 2015, Lisboa recebeu o galardão da Cidade Empreendedora Europeia e continua a dar provas da sua força e recetividade a este movimento empreendedor. A vinda da Web Summit, o maior evento de empreendedorismo, inovação e tecnologia da Europa, para Portugal nos próximos 3 anos (2016, 2017 e 2018), vem afetar a dinâmica empreendedora da capital portuguesa. Nos últimos tempos a Câmara Municipal de Lisboa tem investido na implementação de diversos eventos e projetos no domínio do empreendedorismo e da criatividade, pretendendo assim estimular o autoemprego e a inovação.

Como é que enquadramos os jovens e startups neste movimento empreendedor?

Apesar toda esta moda de empreendedorismos os jovens não sabem o que significa criar uma startup, nem todos os desafios que isso implica. Encaram o empreendedorismo como algo que é sexy e trendy, algo que está distante da realidade apesar de visível.

Por outro lado temos as startups que conhecem a realidade na 1ª mão. Estas conhecem bem as dificuldades que estão por detrás deste conceito e que as coisas não são como aparentam ser. Os espaços de trabalho grandes e cheios de diversão, equipa de grandes dimensões e receitas garantidas ao final do mês são características de uma pequena percentagem de startups em Portugal.

As universidades ainda não estão a formar jovens de forma que estes estejam habilitados a criar novos negócios de uma forma organizada, bem planeada e com conhecimentos no assunto. O que acontecia há uns anos atrás era que os cursos superiores representavam um emprego seguro e uma vida financeiramente estável, no entanto atualmente já não o consegue assegurar. Isto leva a que os jovens comecem mais cedo a procurar o empreendedorismo como forma de autoemprego, sem no entanto estarem capacitados para tal.

Atualmente as startups também têm comportamentos, objetivos, ferramentas e oportunidades diferentes. O acesso à informação está muito mais facilitado, existem ferramentas de trabalho que tornam os processos mais eficientes e eficazes, o mercado é global. No entanto isto conduz a um nível de concorrência a nível global, maior dificuldade em ganhar quotas de mercado e desenvolvimento de soluções alternativas. As 3 maiores dificuldades que podemos identificar numa startup são: garantir nível de receitas ao final de cada mês; o acesso a financiamento adequado; e recrutamento de novos membros para as equipas.

Empreendedorismo só é sexy visto de fora. Implica ultrapassar muitas barreiras, ouvir muitos “nãos”, contratempos, flutuações e reações do mercado que ainda tem de ser conquistado, dificuldades de financiamento e obstáculos ao crescimento do negócio.

Como podemos solucionar este problema?

“You’ve got to find what you love. The only way to do great work is to love what you do. If you haven´t found it yet, keep looking. Don’t settle. As with all matters of the heart, you’ll know when you find it” (Steve Jobs)

Quando se faz algo com paixão as barreiras tornam-se mais pequenas, o caminho torna-se menos doloroso e os objetivos são alcançados. Os empreendedores devem partilhar a sua paixão com todas as pessoas que os rodeiam, contagiá-las e fazer com que estas se sintam também apaixonadas pelo que fazem. Quando se trabalha com paixão os resultados que se alcançam são incríveis e o dia-a-dia de trabalho torna-se parte da nossa vida pessoal, faz com que lutamos em tudo aquilo que fazemos.

Para os jovens criarem o seu próprio negócio necessitam acima de tudo de paixão, motivação e muita vontade de encontrar soluções para todos os desafios com que se vão deparar. É neste sentido que a YA Generation trabalha, com o objetivo de inspirar, motivar e levar os jovens universitários à ação no mundo do empreendedorismo. Como Steve Jobs disse “people with passion can change the world”, afirmando que este é o segredo para o sucesso no mundo do empreendedorismo.

É também preciso mostrar aos jovens a realidade do dia-a-dia das startups e vice-versa, para isto a YA Gen desenvolveu um programa de estágios curricular e de verão (LEARN) que pretende ligar os jovens universitários às startups, assim como a AIESEC com os programas de estágios profissionais (Global Talent e Global Entrepreneurs). Os estágios são uma solução win-win para as duas partes. Os estagiários ficam a conhecer a realidade, ganham experiência, métodos de trabalho, organização e desenvolvem as softskills. Por outro lado temos as startups que ganham todo um espírito jovem, diferentes soluções, pensamentos inovadores, novas abordagens, auxílio à internacionalização e um motor extra para o desenvolvimento do negócio.

 

Daniel André

daniel.brunoandre@gmail.com

+351 916762962

Presidente – YA Generation

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