O cowntdown terminou!

Todos nós habitamos uma casa comum, e todos nós a negligenciamos um pouco. Vamos agindo sem refletir nos impactos que essas ações poderão ter em nós, ou nos outros, e, pouco a pouco, vamos observando e sentindo as consequências dos nossos comportamentos.

É neste sentido que a ONU fez um apelo, no passado dia 30 de Setembro, na cimeira sobre a biodiversidade na Assembleia Geral para que começássemos a reverter os impactos que temos tido na Natureza. 

A pesca excessiva, as práticas destrutivas e as alterações climáticas têm vindo a afetar mais de 60% dos recifes de coral em todo o mundo. Simultaneamente, as espécies em extinção estão a aumentar e cerca de um milhão das espécies animais encontram-se sob ameaça. A fauna, também não sai ilesa, e o consumo excessivo, a agricultura intensiva e o aumento da população têm levado à sua diminuição.

O ser humano parece ser aquele que não sai prejudicado, mas não passa disso – de uma mera perceção. A longo prazo também nós sentiremos as consequências das nossas ações, pois a biodiversidade da natureza e os ecossistemas são fulcrais para a sobrevivência das gerações futuras.

Esta fragilidade da Natureza também se revê nos tempos atuais com o aparecimento de doenças como a SIDA, o ébola ou o covid-19 com 60% das doenças conhecidas e 75% das doenças infecciosas que surgem serem doenças que são passadas de animais para humanos, evidenciando a conexão que existe entre a saúde do nosso planeta e a nossa.

Estes dados revelam a importância de começarmos a mudar a forma como tratamos a natureza e de adotar modelos económicos que sejam mais sustentáveis

A este cenário junta-se o facto de muitos dos objetivos definidos pela ONU, em 2010, no sentido de evitar a destruição da nossa casa mãe não terem sido alcançados. Definiram-se 20 objetivos, medidos através de 60 indicadores e apenas 7 destes indicadores foram alcançados, com 44% da biodiversidade de 17% de áreas terrestres a ser protegida. Ao mesmo tempo, verificaram-se 200 erradicações de espécies invasoras em ilhas bem sucedidas.

Seremos as principais vítimas dos nossos atos, e as evidências estão à vista. É o momento de quebrar a bolha e pararmos de achar que “tudo ficará bem” sem nada fazer. Se ficarmos de braços cruzados a Natureza deixará de ter forças para garantir a nossa sobrevivência.

Luta pela nossa casa comum e descobre como a podes ajudar através das experiências de voluntariado internacional da AIESEC em: aiesec.org/global-volunteer.

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