AIESEC Experience

Pedimos à Rita Leite que partilhasse connosco a sua experiência de Global Volunteer, e foi assim que ela a descreveu:

“Quando atingimos um certo ponto de maturidade mental, percebemos que o objetivo final da nossa existência é só um: sermos felizes. Assim que chegamos a essa conclusão, procuramos ser felizes com um leque de bons amigos, escolhemos o curso com o qual mais nos identificamos, tentamos entrar em atividades extra curriculares que nos completam, mas mesmo assim, a maior parte de nós chega ao final do dia com a sensação de que ainda falta algo. É verdade que somos seres constantemente insatisfeitos, procuramos sempre mais, ambicionamos sempre mais e para nossa revolta, quando alcançamos esse mais, percebemos que também não foi o suficiente. 

Acredito que isso acontece porque acima de tudo não sabemos ser felizes com nós próprios, não sabemos apreciar as pequenas coisas e impomos a nós próprios micro objetivos que nos vão deixar um passo mais próximos do sucesso e concomitantemente da felicidade (achamos nós). Mas não é o sucesso que dita a felicidade, mas sim a felicidade que dita o sucesso e essa foi sem dúvida alguma das maiores aprendizagens que retirei do meu Global Volunteer com a AIESEC. 

Durante as 6 semanas que estive de experiência em Itália, não houve um único dia no qual eu não fosse feliz, nem um único dia no qual eu não me sentisse autêntica. Era eu, a todo o tempo, e senti que nunca percebi com tanta clareza aquilo que eu sou, acredito e quero. A minha experiência deu-me a oportunidade de me conhecer mais a mim própria, desenvolveu a minha Leadership quality de Self Aware, e ao fazê-lo, moldou não só quem eu sou hoje, mas também certamente aquilo que irei ser no futuro. 

No meu GV percebi que queria dedicar a minha vida a ajudar os outros e que ambicionava montar o meu próprio negócio, mas garantir sempre que a minha equipa de trabalho ia ter um ambiente no qual se podia desenvolver e no qual realmente tinha gosto de estar e de pertencer. No meu GV tomei a decisão que ia chegar a Portugal e que ia dar muito mais valor ao que eu tinha na minha vida, que ia deixar de me preocupar com coisas supérfluas, sendo o meu único objetivo a procura interna e externa da felicidade, para mim e para os meus. 

O meu GV foi a melhor experiência da minha vida, não só por todas as memórias que trago de lá, mas por todo o desenvolvimento pessoal. Fui para lá a achar que ia impactar outros, mas cheguei a perceber que a pessoa que mais foi impactada, fui eu própria. 

Por muito clichê que seja, a verdade é que ninguém entende até passar por algo semelhante. Mas felizmente, somos jovens e como se costuma dizer, a vida é uma criança e estamos mais do que a tempo para embarcar numa experiência destas. Foi a minha primeira experiência, mas definitivamente não será a última. Até à minha próxima experiência, a minha única ambição é que através da minha história, outros se sintam encorajados a fazê-lo. Prometo, não se vão arrepender, nem por um único segundo da vossa vida.”

Se, tal como a Rita, queres impactar vidas e, ao mesmo, ser impactado inscreve-te em aiesec.org e começa a planear a tua própria experiência de voluntariado.

E os direitos humanos?

“Assassina!” É assim que é descrita uma menina brasileira de apenas 10 anos! Porquê? Como pode uma criança ser descrita de forma tão sombria? Este pequeno ser humano fez um aborto, depois de ser vítima de abuso sexual durante quatro anos por um tio.

Uma criança, com um corpo ainda em desenvolvimento e confusa, sem perceber tudo o que lhe estava a acontecer, teve que passar por um cordão religioso que a rotulava de “assassina” quando se dirigia ao hospital onde iria realizar a intervenção cirúrgica.

Esta criança é uma assassina porque queria abortar! Então, e o tio? Que nome dar a um homem que tira toda a ingenuidade e infância desta criança? 

Então, e nós? Que direito temos nós de condenar esta criança? Que direito temos nós para lhe pedir que não aborte? Que direito temos nós para lhe pedir que gere o fruto de um abuso sexual?

O bebé não tem culpa. Ninguém tem o direito de acabar com uma vida. Sim, é verdade! E a menina? Terá ela a culpa do abuso que sofreu? Terá alguém o direito de acabar com a vida dela, mesmo que metaforicamente?

Este ser indefeso não tem culpa. Ela não pediu que aqueles que lhe são mais próximos, mais queridos e que a deveriam protege,r a levassem a enfrentar algo tão doloroso.

As crianças devem ser protegidas! Esta menina não foi protegida… E será a única criança? Todos gostávamos que assim fosse, mas a dura realidade é que esta é só mais uma história. É só mais uma criança, só mais uma mulher.

Esta criança é mais um número nas estatísticas brasileiras. A esta acresce 32 mil casos, só de 2018. E, infelizmente, o Brasil não é uma exceção à regra. Em Portugal, o cenário não é muito mais animador:  registaram-se 2752 crimes de abuso sexual de menores entre 2016 e 2018. São quase 3 menores por dia. E estes números são apenas aqueles que reportam à polícia.

A verdade é que a grande maioria destes crimes não são denunciados e a violência sexual continua a ser desvalorizada e um tema tabu nas sociedades atuais.

Cabe-nos a nós, enquanto jovens, começar a lutar pelas vítimas, a dar voz às vítimas e a quebrar tabus. Ser vítima de abuso sexual nunca é culpa da vítima, nunca é pelo que ela veste, fez ou disse. É sempre culpa do abusador, de quem não aceitou um não ou não respeitou o espaço do outro.

Todas as pessoas, independentemente de raça, educação, orientação sexual, idade ou género são possíveis vítimas deste crime. Evidentemente, há um grupo mais vulnerável: as mulheres, principalmente as mais  jovens.

Neste sentido, é importante estarmos informados e saber como devemos agir nas várias situações. Enquanto vítima, é aconselhável contactar a polícia judiciária para denunciar o crime e ir até a um hospital para ser examinada/o. Ao mesmo tempo, guardar os vestígios da agressão, pois podem ajudar a identificar e condenar o agressor.

Por outro lado, se conhecemos alguém que passou por uma situação destas é importante estarmos abertos a ouvir, sem julgamentos e sem pressionar e sermos pacientes, pois relembrar e falar sobre estas situações nunca é fácil. Mostra que acreditas na vítima e deixa claro que a culpa do que aconteceu não é dela. Também a podes encorajar a denunciar o crime ou a procurar ajuda profissional, mas deixa sempre que seja a vítima a tomar a decisão.

Se quiseres pedir ajuda podes contactar os gabinetes de apoio à vítima da APAV (116 006), PSP, GNR, PJ, Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, Linha de saúde 24 (808 24 24 24), Número nacional de socorro (112) ou Linha nacional de emergência social (144).

Mas mais do que tudo isto, é importante começar a agir, a quebrar tabus e a educar gerações. É com este propósito que a ONU definiu a Igualdade de Género como um dos seus objetivos a cumprir até 2030, levando ao aparecimento do SDG5 – Gender Equality.

E como é que tu podes contribuir para este objetivo? Simples, achares que estás perante uma vítima de abuso sexual, faz o que estiver ao teu alcance para ajudar! Mas lembra-te, nunca, em momento algum, te silencies ou culpes a vítima! Ficar calado e de braços cruzados é ser cúmplice do abusador!

Ao mesmo tempo, podes descobrir e desenvolver o líder que há em ti enquanto contribuis para a igualdade de género em qualquer um dos vários projetos de voluntariado da AIESEC inerentes ao SDG5, pois é necessário educar os jovens do presente para que os adultos do futuro sejam mais conscientes, mais abertos e com menos tabus. 

É o teu momento de agir, o mundo precisa deste teu pequeno passo para que, um dia, nenhuma criança perca a sua infância e ingenuidade, para que nenhuma criança seja considerada uma “assassina” por abortar o fruto de um abuso… Se ficaste curioso, queres quebrar tabus e mudar mentalidades, toma uma ação e descobre mais sobre os nossos programas de voluntariado em aiesec.org.

Como é que a AIESEC te acrescenta valor?

É a pergunta que, por vezes, ouvimos de pessoas indecisas em entrar na organização ou de quem acabou de chegar.
Viemos desmistificar este assunto!

Estando numa organização internacional e sem fins lucrativos, pode acontecer concentrarmo-nos mais na missão da mesma do que na nossa própria missão pessoal. Estamos tão focados em ajudar os outros que não nos apercebemos do benefício que extraímos dessas ações.

No entanto, existem inúmeras aptidões e uma montanha de conhecimento novo que se leva da AIESEC, principalmente ao entrar no mercado de trabalho.

Para além das soft skills que se desenvolvem em qualquer posição, como o trabalho em equipa, gestão de tempo, inteligência emocional e comunicação, entre outras, existem efetivamente atividades e projetos necessários para assegurar determinado cargo.

Por exemplo, um gestor de recursos humanos tem de ser capaz de definir um plano de recrutamento para novos membros, como a Amélia. Uma pessoa especialista em desenvolvimento empresarial tem de ser capaz de comunicar e persuadir empresas, de modo a torná-los seus parceiros, precisamente como a Leonor.

A Carolina aprendeu a trabalhar com ferramentas de gestão e análise de dados, de forma a poder melhorar os processos standard que se operam quando alguém quer fazer um estágio profissional. Já a Sara, teve que desenvolver um plano de comunicação estratégica a nível local para abordar o seu público-alvo e orientar todo o escritório.

No mesmo sentido, o Ricardo pegou em dados reais e transformou-os em estratégias analíticas, tendo como objetivo melhorar a performance do seu comité. Por fim, o Miguel aprendeu a gerir muitas pessoas de áreas diferentes, primando pelo feedback e delineação de estratégias, de modo a permitir o máximo desenvolvimento de cada pessoa do seu escritório local.

Todas estas situações te põem à prova e fora da tua zona de conforto, sendo aquelas que mais te fazem crescer.

Antes de entrarem na AIESEC, nenhuma destas pessoas era especialista na função que exerce agora na organização. Contudo, ao longo do tempo foram capazes de adquirir as skills necessárias e aprofundar conhecimento lógico e prático.

São precisamente estas pequenas ações que te irão diferenciar no mercado de trabalho e que te darão um valor extra em comparação com outras pessoas que tenham a mesma formação académica que tu.

Esta é a proposta de valor da AIESEC.
Aqui podes desenvolver-te em todas estas categorias e dar um passo em frente na tua carreira profissional.

Inscreve-te em bit.ly/joinAIESEC-PT

Estar numa Associação durante o percurso universitário pode ajudar-te no futuro!

Perguntámos à Unlimited Future a importância de estar numa organização enquanto se está na faculdade! Eis a resposta deles:

“Hoje em dia, mais do que nunca, são as tuas soft skills que te vão distinguir dos restantes candidatos a uma vaga de emprego.

Se pensares é bastante lógico, se cada vez mais pessoas são licenciadas ou têm mestrados, significa que cada vez mais pessoas têm a mesma formação e, portanto, as mesmas hard skills.

O que é que isto implica? Que comeces a ter mais atenção às atividades que vão permitir que te destaques relativamente à concorrência e não pores todo o teu foco em “simplesmente” fazer o curso!

Dica extra: cada vez menos interessa a média que tens! Sabemos que isto pode ser um choque quando comparas o Ensino Superior com o Ensino Secundário, mas a realidade é efetivamente diferente.

O raciocínio que nós, Unlimited Future, fizemos foi: se no Secundário ter a melhor média não era necessariamente um bom indicador de ser a pessoa mais inteligente, no Ensino Superior não vai ser um bom indicador de ser a pessoa mais competente.

O que te vai diferenciar são as tuas competências comportamentais. Competências como, por exemplo: proatividade, espírito de sacrífico, espírito crítico, adaptabilidade e capacidade de trabalhar em equipa.

E de onde as podes ir buscar? Há muitas delas que estão em ti enquanto pessoa e na educação que recebeste, outras são oriundas das tuas experiências e do que aprendes com elas. É nestas últimas que aparece o mundo do Associativismo!

Alguém que já esteve no mundo do associativismo, ou que fez voluntariado, desporto federado, desporto universitário, atividades musicais ou foi/é escuteiro, estará sempre à frente de alguém que esteve apenas focado nas notas das disciplinas.

Ainda não estás convencido de como é que as Associações ou Organizações podem contribuir para o teu desenvolvimento pessoal e do teu currículo? Aqui tens 3 razões mais específicas:

  • Desenvolvimento de Soft Skills

Normalmente, nestas entidades, os recursos financeiros não são propriamente abundantes, o que significa que trabalharás em regime de voluntariado na grande maioria das atividades.

Para além disto por si só ser uma vantagem para o currículo, se aliares isto com a diversidade de membros e com outras vantagens inerentes a cada uma das organizações (viajar, contactar com crianças, contactar com empresas, etc.), vai permitir-te adquirir um conjunto de competências importantes para o mercado de trabalho.


Competências tais como:

  • Trabalho de equipa;
    • Paciência;
    • Criatividade;
    • “Problem-solving”;
    • Sentido crítico;
    • Etc.
  • Aproximação a Empresas

É mais fácil chegares ao trabalho/vaga que queres se já conheceres algumas pessoas dentro das entidades parceiras da associação.

Para além disso, mesmo que não conheças ninguém, a empresa vai reconhecer a associação no teu currículo, aumentando as probabilidades de prestar mais atenção!

  • Networking

Tendo em conta a diversidade que a grande maioria das Associações apresenta ao nível dos seus membros, vais estar a contar com futuros gestores, economistas, médicos, engenheiros, etc.
Compensa sempre conhecer uma pessoa em cada profissão ou área!

Nunca se sabe quando vais querer erguer o teu próprio projeto e estas pessoas podem ser um recurso para isso mesmo. Se somares o facto de que estas pessoas podem trabalhar em empresas totalmente diferentes do teu ramo e abrir-te portas, que normalmente seriam muito complicadas de abrir, para essas áreas. Onde é que podes obter tudo isto? Entrando na AIESEC através do recrutamento (bit.ly/joinAIESEC-PT) e prestando atenção, através do site ou do Instagram @unlimited_future, aos workshops e atividades que o Unlimited Future faz!”

AIESEC Experience

Desafios.

Sempre gostei muito de novos desafios, de sentir aquela sensação constante de me conseguir colocar à prova.

Foi esta busca incansável por novos estímulos que me levou há cerca de dois anos a juntar-me à AIESEC, a convite de um amigo meu. Tinha acabado o meu primeiro ano de licenciatura, e posso dizer que estava num processo de descoberta pessoal… À semelhança de tantos outros jovens, também sempre tive muita dificuldade em perceber ao certo quais as minhas aptidões.

Contudo, a AIESEC teve um papel fundamental na minha vida, não só por todas as aprendizagens que fui colecionando ao longo de toda a minha jornada na organização, como por todas as pessoas que tive a oportunidade de conhecer e que guardo com um carinho bastante especial no meu coração.

Ao fim de cerca de seis meses como membro na área de “Social Projects”, onde era responsável por abrir vagas em escolas para um projeto de voluntariado internacional de educação ambiental, soube logo que ia ficar durante mais algum tempo na organização. Foi, então, que me candidatei para gerir a minha primeira equipa, queria sair da minha zona de conforto e poder ajudar ao desenvolvimento pessoal de outros jovens.

A minha experiência como “Team Leader” na área “Volunteering Experiences”, não foi de todo fácil, pois estava a ter um semestre bastante complicado na faculdade e ao mesmo tempo estava a trabalhar também para AIESEC in Portugal, como um dos responsáveis pela gestão de redes sociais da organização. Toda esta carga de trabalho, enquanto estava a gerir três pessoas, requereu que desenvolvesse muitas capacidades de organização e gestão de tempo, que atualmente são mesmo úteis no meu dia-a-dia.

No verão de 2019, depois de estar responsável por enviar e receber voluntários, decidi que era a minha vez de fazer uma experiência de voluntariado com a AIESEC. Durante seis semanas, tive a oportunidade de trabalhar num projeto de edução para o multiculturalismo e a não discriminação na Polónia. Tive a oportunidade de fazer esta experiência com voluntários de outros países, o que me enriqueceu imenso a nível pessoal. Quando voltei a Portugal, não digo que cheguei uma pessoa nova, mas uma pessoa mais completa – com novas competências e com uma visão diferente sobre o mundo.

Depois da minha experiência, continuei a trabalhar na AIESEC. Durante seis meses tive a oportunidade de trabalhar no departamento de marketing no meu escritório, onde fui responsável por organizar e gerir eventos da organização. Esta experiência foi mais dentro da minha área de estudos, então tive a oportunidade de colocar em prática muitos dos ensinamentos que ouvia na faculdade.

Atualmente, sou o diretor de marketing do escritório local da AIESEC in Lisboa ISCTE, cargo que já exerço há cerca de seis meses. Não poderia estar mais orgulhoso do caminho que tracei para mim mesmo e se pudesse voltar atrás escolheria a AIESEC sempre.

Recém-licenciado em Ciências da Comunicação, a AIESEC foi para mim uma segunda escola, que me está abrir portas no mercado de trabalho… Afinal não é todos os dias que se encontra um jovem que com apenas 21 anos já tenha gerido três equipas, que seja diretor de marketing de uma organização e que conte com uma experiência de voluntariado internacional no currículo.

Se também vocês, como eu, gostam de ser continuamente desafiados e experimentar coisas novas, tenho a certeza que a AIESEC é a organização ideal para vocês. Juntem-se em: http://bit.ly/joinAIESEC-PT.

Alexandre Cruz, AIESECer há 2 anos

AIESEC Experience

A minha experiência com a AIESEC começou em setembro de 2017, quando eu decidi que ia contribuir para uma causa maior através de um voluntariado internacional. Procurei por várias organizações, mas nenhuma me deu a segurança e teve a rapidez que esta organização teve. Em três dias, tinha todas as minhas perguntas respondidas e estava pronta para me preparar para a experiência que ia ter no verão do ano seguinte no Brasil.

Durante esse ano de preparação, a AIESEC manteve contacto constante comigo. Ajudou-me a encontrar os voos, tratar do seguro, e todas as logísticas necessárias para a minha viagem. Nessa altura, mantendo contacto com o comitée de cá e o que me ia acompanhar lá, já começava a sentir algum carinho pela organização.

E mesmo já conquistada pelo propósito, a AIESEC surpreendeu-me com mais uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e cultural. Desta vez, enquanto esperava pelo início da minha experiência de voluntariado, poderia contribuir para os projetos sociais locais acolhendo uma voluntária internacional que vinha trabalhar num lar de idosos perto de minha casa. Ela chegou em dezembro de 2017, vinda do calor do Brasil, e rapidamente se integrou na minha família. Aprendi sobre a cultura dela e ela sobre a minha, e percebi algumas coisas relevantes para a minha própria experiência, a qual aconteceria em 6 meses.

Em agosto de 2018, viajei para o Brasil, integrei uma equipa de 5 pessoas num projeto para educar as crianças do Projeto Sião de Itapuã sobre os problemas ambientais existentes no mundo e como podiam começar a ajudar. Estive lá um mês e meio, onde aprendi e ensinei, e tive a oportunidade de conhecer pessoas de todos os cantos do mundo, assim como o escritório local da AIESEC in Salvador. Foi aí que tive a certeza que, quando voltasse da minha experiência internacional, ia ajudar outros jovens a ter uma experiência igual ou melhor.

Regressei no fim de setembro de 2018 e em fevereiro de 2019 estava a começar a minha experiência como membro da AIESEC in Porto FEP. Durante 6 meses, fiz exatamente aquilo pretendia: acompanhei as experiências internacionais de jovens portugueses que se queriam desenvolver e aprender a sair da sua zona de conforto. Aprendi a trabalhar em equipa e a agarrar as oportunidades. Aproveitei oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, onde organizei conferências locais e internacionais para membros, voluntários ou estagiários da AIESEC, aprendi métodos de trabalho e criei mais conexões com as pessoas com quem trabalhava.

Ao fim de 6 meses, já estava a gerir a minha própria equipa, como Presidente do Comité Organizacional de uma conferência anual da AIESEC in Portugal. Ao mesmo tempo, estava a preparar-me para um novo cargo no departamento de Marketing, na vertente de análise dos programas da AIESEC e respetivas experiências. Surgiu uma oportunidade de pertencer à equipa nacional, e trabalhar na melhoria das experiências locais, quando recebemos jovens internacionais nos nossos projetos de voluntariado e assim, poder usar a minha experiência para contribuir para a de outros jovens. Nesta altura, não só me estava a tornar uma líder dentro da organização, como estava a conseguir elevar estas capacidades de liderança para o meu dia a dia, pessoal e profissional.

Aproveitei, mais uma vez, para experimentar um dos produtos da organização da qual fazia parte. Acolhi uma voluntária canadiana que, como eu, vinha trabalhar numa escola a ensinar a crianças alguns aspetos ambientais importantes. Desenvolvi o meu inglês e aprendi um conjunto de curiosidades sobre o país dela.

Em outubro de 2019, dei um passo ainda maior e candidatei-me a Diretora de Marketing do escritório local da AIESEC in Porto FEP, posição que tenho até hoje e que me ajudou a perceber o rumo profissional que pretendo ter no meu futuro, as capacidades de liderança que não sabia ter e o potencial que tenho para desenvolver e fazer aquilo que quiser. Comecei o meu mandato de Direção Executiva da AIESEC in Porto FEP em fevereiro de 2020 e já foi, até agora, a experiência mais intensa e com a qual mais aprendi que já tive na vida.

Estou na organização há um ano e meio, mas tenho uma experiência de quase 3 anos com a AIESEC. Esta organização marcou um ponto de viragem na minha vida e complementa o percurso que eu defini para mim, representando um conjunto de aprendizagens e memórias que vão ficar a minha vida toda.

Podes viver experiências iguais às minhas, enquanto te desenvolves e te aproximas do líder que és em qualquer um dos departamentos desta organização incrível que é a AIESEC, para tal basta juntares-te a mim e a todos os outros AIESECers em: http://bit.ly/joinAIESEC-PT.

Sofia Guerra, AIESECer há 1 ano e 6 meses

Feminicídio no México

Feminicidio! Só o pronunciar desta palavra é capaz de arrepiar qualquer pessoa! E o seu significado? Esse faz-nos ficar, para além de arrepiados, horrorizados! Feminicídio descreve o assassinato de mulheres pelo simples facto de serem o que são: Mulheres…
Este crime é reflexo de toda uma cultura machista que tem sido passada de geração em geração ao longo dos anos. É o final fatal de vários tipos de violência que têm as mulheres como alvo nas sociedades onde se verifica uma grande desigualdade de poder entre homens e mulheres. É consequência de várias construções históricas, culturais, económicas, políticas e sociais que discriminam as mulheres.
No início deste ano, a morte de duas mulheres gerou revolta entre a população feminina no México. Ingrid Escamilla tinha apenas 25 anos, quando perdeu a vida pelas mãos do seu companheiro, que a esquartejou à frente do seu filho. Este episódio, sobretudo devido à forma como foi tratado pelos diversos meios de comunicação, gerou uma grande revolta por parte da população mexicana.
Esta indignação e revolta são ainda mais intensificados quando, três dias depois, a pequena Fátima Cecilia Aldrighett de apenas 7 anos, que tinha sido raptada, foi encontrada sem vida e com sinais claros de violência sexual, num saco de plástico. Consequentemente, verificou-se um número crescente de manifestações movidas pela população mexicana por todo o país e diante do Palácio Nacional.
Neste contexto, verificaram-se dois grandes movimentos nos dias 8 e 9 de março deste ano. O dia 8 de março representa o “Dia Internacional da Mulher”, servindo de alicerce para as marchas realizadas. As mulheres saíram à rua num protesto na Cidade do México. No dia seguinte, verificou-se o cenário contrário: as mulheres não saíram à rua com o intuito de evidenciar a importância da mulher nos mais diversos setores. Este movimento, sob a forma da hashtag #UnDíaSinNosotras, contou com a presença de mulheres das mais variadas idades: das mais novas às mais idosas.
Ingrid Escamilla e a pequena Fátima Aldrighett, infelizmente, são mais dois dos vários nomes de mulheres que perderam a vida para o feminicídio. No México, segundo o Secretário Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública, 10 mulheres morrem diariamente. São 3650 vítimas de feminicídio todos os anos.
Adicionalmente, nos últimos cinco anos verificou-se um aumento em 136% das vítimas de feminicídio e, em cerca de 90% dos crimes, não há qualquer penalidade para o agressor.
Estes dados, que apenas se referem ao México, são evidência clara de uma cultura machista enraizada na sociedade mundial que, mesmo com todos os movimentos e conhecimentos de que dispõe, continua a culpar as vítimas e a silenciar-se perante estas situações…
É com o objetivo de reverter este entre outros cenários de desigualdade de género a nível mundial que a ONU definiu a Igualdade de Género como um dos seus objetivos a cumprir até 2030, levando ao aparecimento do SDG5 – Gender Equality.
E como é que tu podes contribuir para este objetivo? Simples, se assistires a alguma situação que não deixe qualquer dúvida de que estás perante violência contra a mulher fala com alguém, ajuda a vítima, faz o que estiver ao teu alcance para ajudar! Mas lembra-te, nunca, em momento algum, te silencies! Ficar calado e de braços cruzados é ser cúmplice do agressor!
Ao mesmo tempo, podes descobrir e desenvolver o líder que há em ti enquanto contribuis para a igualdade de género em qualquer um dos vários projetos de voluntariado da AIESEC inerentes ao SDG5, pois é necessário educar os jovens do presente para que os adultos do futuro sejam mais conscientes e não compactuem com o crime que é o feminicidio..
É o teu momento de agir, o mundo precisa deste teu pequeno passo para que, um dia, homens e mulheres sejam vistos como iguais e as mulheres não percam a vida só porque são Mulheres… Se ficaste curioso, podes descobrir mais em aiesec.org.

Realizações de experiências de curta duração no ano de 2020 são desencorajadas. Estágios profissionais de longa duração devem ser privilegiados este ano.

LISBOA, PORTUGAL, 05 de agosto – Realizações de experiências de curta duração no ano de 2020 são desencorajadas. Estágios profissionais de longa duração devem ser privilegiados este ano.

Em abril do corrente ano, com o evoluir da situação pandémica no globo, a AIESEC in Portugal decidiu cancelar a realização de experiências internacionais, admitindo a sua retoma em setembro deste ano.
Apesar de alguns visíveis desenvolvimentos no combate ao vírus, o atual estado pandémico não nos permite proporcionar uma experiência de qualidade e em segurança no corrente ano.
Entre as razões que nos levam a tomar esta providência realçamos: a grande volatilidade das medidas governamentais aplicadas globalmente, que poderá impedir o regresso em segurança do jovem em experiência; os nossos países parceiros, cujas datas de realização dos projetos inicialmente previstos para 2020 têm sido alteradas devido à incerteza do fenómeno global. Além disso, a maioria dos nossos países parceiros restringiram os seus acessos. Enquanto AIESEC, não nos é possível assegurar suporte relativamente a vistos e fronteiras. Realçar também que não foi ainda definida uma alternativa de acomodação para as usuais host families, não sendo assim possível comprometer a cobertura de uma oferta de acomodação para o jovem em experiência. Por fim, não se encontram neste momento definidas que medidas de segurança poderão ser providenciadas ao jovem em experiência por forma a garantir a sua segurança após a viagem e suporte ao teste do COVID-19.
A AIESEC in Portugal e a sua membresia encontram-se preparados para proporcionar aos jovens interessados experiências de liderança no futuro. No entanto, é igualmente verdade que no próximo ano, por via da estabilização da AIESEC Global, existirão projetos melhor adaptados à realidade em que nos encontramos, assegurando a melhor segurança dos nossos jovens.

Não descurar que as experiências de estágio internacional de longa duração continuam a ser um foco para a nossa organização, uma vez que as condições de segurança poderão ser melhor asseguradas para os jovens interessados em realizar uma experiência diferenciada numa empresa, que enfrenta variados desafios por força da pandemia.

De referir que, enquanto AIESEC in Portugal e seus nove escritórios locais sediados ao longo do país, encontramo-nos disponíveis para qualquer outro esclarecimento pertinente a respeito do incentivo ao adiamento de experiências internacionais de curta duração.

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A AIESEC é a maior organização juvenil do mundo, sem fins lucrativos, que tem por objetivo o desenvolvimento de liderança através da criação de oportunidades, de jovens para jovens. Com sede em mais de 120 países e territórios, a AIESEC não discrimina ninguém com base na etnia, género, orientação sexual, religião ou nação/origem social. Pelo mundo, a AIESEC colabora com mais de 2,600 universidades e +8,000 organizações. Operamos há mais de 65 anos e a criação da AIESEC remonta ao término da Segunda Grande Guerra por via a atingir a paz e desenvolvimento da potencial humano. Para mais informações consulta aiesec.org e inscreve-te na nossa plataforma para que te possamos manter informados acerca dos impactos da pandemia na realização de experiências internacionais.

Os valores de um AIESECer!

A AIESEC, assim como qualquer organização, possui um conjunto de valores que guiam e orientam os seus membros ao longo da sua jornada na organização e na tomada de decisões. Para além disso, estes valores são reflexo do objetivo principal da AIESEC – alcançar a paz e o desenvolvimento do potencial humano – e das características necessárias para se ser um verdadeiro AIESECer.

Os seus valores, por muitos definidos sob a forma do acrónimo “SALADE”, são definidos em seis expressões: Striving for Excellence; Activating Leadership; Living Diversity; Acting Sustainably; Demonstrating Integrity; e Enjoying Participation.

Cada um destes valores está presente em cada pequena ação de cada um dos nossos membros no seu dia-a-dia! Demonstramos cada um deles quando procuramos melhorar-nos e desafiarem-nos; quando aceitamos o desafio de liderar uma equipa e nos comprometemos a desenvolver os nossos membros; quando agimos de forma inclusiva e aprendemos com as ações, opiniões e experiências dos outros; quando agimos de forma a garantir que os próximos membros da organização têm as ferramentas necessárias para dar continuidade à nossa missão; quando agimos de forma a cumprir aquilo a que nos comprometemos; quando procuramos que sejamos ouvidos e aceitamos o desafio de estarmos mais envolvidos na organização e na nossa comunidade. 

E porquê? Porque motivo cada um de nós se mantém fiel a cada um destes valores, fiel ao nosso “SALADE”? A resposta é simples: porque estes valores são quem nós somos! 

Porque todos nós, cada membro, cada escritório, cada país acreditamos que juntos podemos criar um mundo melhor para as futuras gerações, mas isso apenas será possível se nos mantivermos fiéis a nós mesmos e não esquecermos nenhum dos nossos seis ingredientes. Afinal, o que será uma boa “salade” se não colocarmos todos os ingredientes?E agora chega a verdadeira questão! Também tu te identificas com estes valores? Se sim, já tens os primeiros ingredientes para te tornares um AIESECer! Mas de que nos servem os ingredientes, se ninguém os misturar e criar a “salade”? Exato, dá o passo que te falta para seres a totalidade do AIESECer que sabemos que és! Junta-te à AIESEC em: bit.ly/joinAIESEC-PT.

AIESEC Experience

O meu nome é Renato Galvão, e hoje sou, o que considero, um AIESECer. Mas afinal, o que é isto de ser AIESECer? É apenas um acrónimo estranho para pessoas que trabalham na AIESEC? A AIESEC é apenas mais uma organização no ISEG?

Ser AIESECer significa que todos os dias eu posso lutar pelo mundo em que acredito, através de pequenas ações. Significa que, ao ser líder e ao desenvolver outros líderes, estou diretamente a contribuir para a paz e o desenvolvimento do potencial humano, a grande missão desta organização.

A AIESEC não é uma mera organização de estudantes, nós somos um movimento jovem que acredita nisto que acabei de escrever, que é através dos jovens que iremos construir um mundo diferente, mais tolerante e melhor, diferente do que encontrámos. Como? Através de experiências diferentes e multiculturais: os nossos programas internacionais, tanto de voluntariado, como de estágios.

A AIESEC é um movimento global, e em Portugal somos 9 escritórios, localizados em diversas faculdades do país. Eu faço parte, desde Julho de 2018, do escritório do ISEG, um dos maiores escritórios a nível nacional, que conta com 53 membros e, só no ano passado, tratámos do processo de 230 pessoas para que pudessem ou ir para fora fazer um voluntariado ou um estágio, ou para jovens internacionais poderem vir para Lisboa fazer voluntariado, impactando o mundo em que vivemos.

Mas o que significa proporcionar e testemunhar estas experiências internacionais? O que significa mesmo ser AIESECer?

Ao fazer parte da AIESEC, eu também pude desenvolver-me e tornar-me uma pessoa diferente do Renato que entrou nesta organização em Julho de 2018. Esta organização permitiu-me ter experiências diferentes, e em dois anos, pude viver muito mais para além do que a faculdade me tinha para oferecer. Pude fazer parte da organização de conferências a nível nacional, pude gerir equipas de pequenos líderes que acreditaram que na AIESEC poderiam tornar-se melhores; pude fazer parte de equipas de vendas, falando com pessoas com mais de 40 anos, para permitir que jovens venham trabalhar para os nossos lares e com os nossos idosos; pude fazer um estágio internacional na área de Business Development e Sales numa start-up Ucraniana onde deixei o meu impacto; pude fazer a ponte entre jovens portugueses que querem mudar a sua vida, indo trabalhar para fora, e empresas internacionais que procuram o talento português. Hoje, sou Diretor do Departamento de Projetos Sociais e sou responsável por todo o planeamento estratégico do departamento e pela gestão de 20 pessoas responsáveis pela seleção, acompanhamento, integração e acolhimento de jovens internacionais que vêm impactar o nosso país. Para além destes cargos, pude fazer parte de duas equipas de Recrutamento dentro da AIESEC, algo que muitas pessoas só experienciam após irem para o mercado de trabalho. No entanto, não foram só estas experiências que me fizeram continuar na AIESEC até hoje. A AIESEC é sobre pessoas: as pessoas que trabalham lado a lado comigo, as pessoas que já recrutei, as pessoas que me lideraram dentro do meu escritório, as pessoas que liderei, as pessoas que tive a oportunidade de conhecer a virem realizar a própria experiência aqui em Lisboa e, claro, as pessoas que conheci durante a minha própria experiência internacional na Ucrânia.

A AIESEC foi criada após a 2ª Guerra Mundial, num período conturbado e marcado pela insegurança. Hoje experienciamos mais um desses períodos a nível global e a AIESEC não poderia fazer mais sentido no contexto que vivenciamos. Nesta altura pandémica, em que todos os campos do mundo foram afetados de maneira semelhante: todas as classes sociais, todos os países, todos os cidadãos mundiais. É em períodos como o que vivemos que os jovens, mais que ninguém, devem assumir uma responsabilidade para com o mundo e para com as futuras gerações e tomar uma ação. É neste momento que procuramos pessoas com vontade de mudar o mundo todos os dias, pessoas que procurem tomar a ação que o mundo necessita, pessoas que se queiram desenvolver, pessoas que queiram descobrir como é que é ser a melhor versão de si próprios.

Já pensaste no que aconteceria ao ISEG, a Lisboa, ao mundo, se todos os nossos jovens tivessem as experiências que a AIESEC já me proporcionou apenas em 2 anos? Já pensaste no que aconteceria se todos decidissem ser líderes?

No ano anterior impactámos 230 vidas. Tu não só podes ser uma delas, como também podes fazer parte deste movimento, e contribuir para que sejam muitas mais.

Renato Galvão, AIESECer há 2 anos.