A HISTÓRIA DO DAVID E DO PEDRO

O David Ponces e o Pedro Andrade dois membros da AIESEC marcaram presença no maior evento de empreendedorismo e inovação do Mundo – o Web Summit 2015 que juntou 30 mil pessoas em Dublin. Agora contam ao blog da AIESEC Portugal como foi a sua experiência. Em 2016 este megaevento terá como sede a cidade de Lisboa.

O que vos levou a marcarem presença no Web Summit 2015?

Para nós, o mundo do empreendedorismo sempre foi muito atraente. Na AIESEC ambos fazemos parte da equipa de Global Entrepreneurs e, um de nós (o Pedro) está a criar a sua primeira startup. Estar presentes no Web Summit era quase uma obrigação, e como não pagávamos o bilhete que rondava os mil euros, não ir a Dublin era desperdiçar a oportunidade de conhecer mais empreendedores, investidores e espalhar a mensagem que a AIESEC tem o programa perfeito para jovens que queiram entrar com os dois pés no mundo das startups e do empreendedorismo.

Podem descrever-nos um pouco do ambiente vivido em Dublin durante estes dias? 

Em Dublin vive-se um ambiente muito fixe! Existe uma aura de rock&roll pelo ar, que quando se conjuga com o rebuliço e agitação do Web Summit, cria-se um ambiente mágico pela cidade. De manhã quando entrávamos no autocarro a caminho do evento andávamos lado a lado com os fundadores dos futuros unicórnios (startups avaliadas em mil milhões de dólares) e à noite tínhamos discotecas e bares reservados só para nós, pelo que podíamos levar o networking para outro nível com investidores e empreendedores. Com uma Guiness na mão e um cartão de contacto, todo este processo torna-se bem mais fácil.

Que projetos vos captaram mais a atenção?

Um dos projetos que mais nos captou a atenção foi a Cuckuu, uma startup portuguesa que criou uma aplicação para mobile que permite a partilha de alarmes e lembretes com amigos. Através de palavras, imagens, vídeos e de um sistema de pontos, a Cuckuu acaba por fazer um disrupt de algo tão simples como um despertador ou avisar alguém.

Outro dos projetos é a Funderbeam, uma startup com base na Estónia, mas com ambição e capacidade para mudar o mundo através do seu Marketplace para startups. Investir numa startup não está ao alcance de muitas pessoas, mas com a Funderbeam este processo torna-se acessível e simples. Na plataforma podemos encontrar informação estruturada, comparada e detalhada sobre empresas e assim ganhar mais conhecimento relativo ao mundo das startups, conhecimento que nos permita tomar melhores decisões na hora de investir o nosso dinheiro, investimento que pode ser feito na plataforma.

Como viram a representação portuguesa na conferência?

Na conferência encontravam-se cerca de 300 portugueses. Uns tinham as suas startups, outros eram investidores e outros voluntários. Passávamos mais tempo com eles quando saímos à noite e íamos para os pubs. Era nessas alturas que acabávamos por fazer mais networking e conhecer mais pessoas.

Os portugueses, apesar de serem somente 300 em 40 mil faziam-se notar, quer pelo potencial das startups nacionais presentes, quer pelo facto de o próximo Web Summit acontecer em Lisboa, algo constantemente relembrado pela organização ao longo do evento.

Qual é para vocês a importância de trazer para Portugal este grande evento no próximo ano?

Quando estávamos em Dublin as pessoas perguntavam-nos constantemente o que é que Lisboa tinha de melhor. Falávamos do surf, da atmosfera de otimismo à volta das startups, da cerveja a 0.5€ (em Dublin são 6€) e do facto de a cidade ser uma espécie de ”San Francisco meets Rome”. As pessoas ficavam com um brilho nos olhos.

Na verdade, apesar de todas estas vantagens, Portugal ainda é o underdog do mundo das startups, mas com a vinda do Web Summit para Lisboa isso vai mudar. Vamos ser mais atrativos para empreendedores que procuram um local para fundarem a sua empresa, vamos atrair mais investidores e as nossas startups vão ganhar mais notoriedade. No final, o facto de aqueles que são a mudança que procuram no mundo se encontrarem em Lisboa por uma semana vai mudar não só a forma como o mundo nos vê, mas também a forma como nós nos vemos e ao nosso país.

Como é que a AIESEC e o programa Global Entrepreneurs podem ajudar o crescimento desta nova vaga de startups em Portugal?

Um dos maiores problemas do ecossistema português de startups é o facto de o mercado nacional não ser grande o suficiente para que haja um crescimento contínuo sustentado à escala que os fundadores desejam. Daí a urgência do Global Entrepreneurs para Portugal. Uma startup portuguesa nunca vai atingir a totalidade do seu potencial se não se expandir para outros mercados e conquistar novos clientes.

 

Diogo Oliveira

Digital Marketing Manager

AIESEC Portugal

 

Comentários

comentários