A quem pertence o corpo feminino?

Aborto! Desde sempre que este assunto divide opiniões acerca do que é aceitável fazer! Devemos tirar a vida a um ser que se encontra em desenvolvimento e que ainda não consegue viver sozinho? Sim ou não?

Agora vejamos a situação de uma outra perspetiva: a da mulher, a pessoa que sofre todas as transformações! A dona do corpo que carrega uma vida! Tem ela o direito de escolher o que fazer com o seu bebé? Tem ela o direito de decidir o que fazer com o seu corpo?

Sim, ela tem! Parece óbvio, mas mais uma vez as mulheres vêm este direito posto em causa em cada debate que surge sobre o que é ou não é aceitável. Mais uma vez as mulheres vêm o seu poder de decisão a ser diminuído!

No passado dia 22 de outubro o Tribunal Constitucional da Polónia, que até então possuía das políticas mais rígidas da Europa neste tópico, decidiu que a interrupção voluntária da gravidez em casos de malformação do feto é ilegal. As interrupções por malformação do feto correspondem a 98% dos abortos legais da Polónia, mas estas deixarão de acontecer caso a lei entre em vigor. Por outras palavras, o aborto torna-se praticamente ilegal na Polónia, colocando em risco a vida de milhares de mulheres.

Nos dias que seguiram o anúncio, milhares de pessoas juntaram-se para protestarem contra mais uma violação dos direitos das mulheres em várias cidades polacas e as revoltas espalharam-se por todo o mundo desde então. Em outros pontos do globo milhares de mulheres também realizaram manifestações para realçarem o seu apoio e solidariedade para com as mulheres polacas.

Ao mesmo tempo a que se assiste a uma pandemia mundial, assiste-se, também, à revolta de milhares de pessoas nas ruas que não se deixam calar pelas ameaças e força policial. No final de 2 semanas repletas de manifestações que contaram com mais de 100 mil pessoas e que se equiparam às marchas após a Guerra Fria, o governo ainda não publicou a decisão.

Na passada segunda-feira esta lei entraria em vigor, mas o governo ainda não a tornou publica, tornando evidente o impacto das multidões que saíram às ruas.

Perante um cenário de injustiça e de violação dos direitos humanos, as pessoas não conseguiram ficar caladas e mostraram a sua revolta. Durante duas semanas lutaram pelo que acreditavam e o resultado final provou que “a união faz a força”!

É por isso que todos podemos aprender com esta situação! Nós temos uma voz, nós temos poder e nós podemos impactar! Portanto, vamos usar o poder gigantesco que temos nas mãos e lutar por um mundo mais tolerante e um futuro melhor!

Usa o poder que tens para contribuíres para a igualdade de género e garantires que, no futuro, homens e mulheres serão vistos como iguais! Como? Usa o teu poder e inscreve-te numa experiência de voluntariado internacional em: aiesec.org.

Comentários

comentários