AIESEC Experience

Pedimos à Rita Leite que partilhasse connosco a sua experiência de Global Volunteer, e foi assim que ela a descreveu:

“Quando atingimos um certo ponto de maturidade mental, percebemos que o objetivo final da nossa existência é só um: sermos felizes. Assim que chegamos a essa conclusão, procuramos ser felizes com um leque de bons amigos, escolhemos o curso com o qual mais nos identificamos, tentamos entrar em atividades extra curriculares que nos completam, mas mesmo assim, a maior parte de nós chega ao final do dia com a sensação de que ainda falta algo. É verdade que somos seres constantemente insatisfeitos, procuramos sempre mais, ambicionamos sempre mais e para nossa revolta, quando alcançamos esse mais, percebemos que também não foi o suficiente. 

Acredito que isso acontece porque acima de tudo não sabemos ser felizes com nós próprios, não sabemos apreciar as pequenas coisas e impomos a nós próprios micro objetivos que nos vão deixar um passo mais próximos do sucesso e concomitantemente da felicidade (achamos nós). Mas não é o sucesso que dita a felicidade, mas sim a felicidade que dita o sucesso e essa foi sem dúvida alguma das maiores aprendizagens que retirei do meu Global Volunteer com a AIESEC. 

Durante as 6 semanas que estive de experiência em Itália, não houve um único dia no qual eu não fosse feliz, nem um único dia no qual eu não me sentisse autêntica. Era eu, a todo o tempo, e senti que nunca percebi com tanta clareza aquilo que eu sou, acredito e quero. A minha experiência deu-me a oportunidade de me conhecer mais a mim própria, desenvolveu a minha Leadership quality de Self Aware, e ao fazê-lo, moldou não só quem eu sou hoje, mas também certamente aquilo que irei ser no futuro. 

No meu GV percebi que queria dedicar a minha vida a ajudar os outros e que ambicionava montar o meu próprio negócio, mas garantir sempre que a minha equipa de trabalho ia ter um ambiente no qual se podia desenvolver e no qual realmente tinha gosto de estar e de pertencer. No meu GV tomei a decisão que ia chegar a Portugal e que ia dar muito mais valor ao que eu tinha na minha vida, que ia deixar de me preocupar com coisas supérfluas, sendo o meu único objetivo a procura interna e externa da felicidade, para mim e para os meus. 

O meu GV foi a melhor experiência da minha vida, não só por todas as memórias que trago de lá, mas por todo o desenvolvimento pessoal. Fui para lá a achar que ia impactar outros, mas cheguei a perceber que a pessoa que mais foi impactada, fui eu própria. 

Por muito clichê que seja, a verdade é que ninguém entende até passar por algo semelhante. Mas felizmente, somos jovens e como se costuma dizer, a vida é uma criança e estamos mais do que a tempo para embarcar numa experiência destas. Foi a minha primeira experiência, mas definitivamente não será a última. Até à minha próxima experiência, a minha única ambição é que através da minha história, outros se sintam encorajados a fazê-lo. Prometo, não se vão arrepender, nem por um único segundo da vossa vida.”

Se, tal como a Rita, queres impactar vidas e, ao mesmo, ser impactado inscreve-te em aiesec.org e começa a planear a tua própria experiência de voluntariado.

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