AIESEC Experience

O meu nome é Renato Galvão, e hoje sou, o que considero, um AIESECer. Mas afinal, o que é isto de ser AIESECer? É apenas um acrónimo estranho para pessoas que trabalham na AIESEC? A AIESEC é apenas mais uma organização no ISEG?

Ser AIESECer significa que todos os dias eu posso lutar pelo mundo em que acredito, através de pequenas ações. Significa que, ao ser líder e ao desenvolver outros líderes, estou diretamente a contribuir para a paz e o desenvolvimento do potencial humano, a grande missão desta organização.

A AIESEC não é uma mera organização de estudantes, nós somos um movimento jovem que acredita nisto que acabei de escrever, que é através dos jovens que iremos construir um mundo diferente, mais tolerante e melhor, diferente do que encontrámos. Como? Através de experiências diferentes e multiculturais: os nossos programas internacionais, tanto de voluntariado, como de estágios.

A AIESEC é um movimento global, e em Portugal somos 9 escritórios, localizados em diversas faculdades do país. Eu faço parte, desde Julho de 2018, do escritório do ISEG, um dos maiores escritórios a nível nacional, que conta com 53 membros e, só no ano passado, tratámos do processo de 230 pessoas para que pudessem ou ir para fora fazer um voluntariado ou um estágio, ou para jovens internacionais poderem vir para Lisboa fazer voluntariado, impactando o mundo em que vivemos.

Mas o que significa proporcionar e testemunhar estas experiências internacionais? O que significa mesmo ser AIESECer?

Ao fazer parte da AIESEC, eu também pude desenvolver-me e tornar-me uma pessoa diferente do Renato que entrou nesta organização em Julho de 2018. Esta organização permitiu-me ter experiências diferentes, e em dois anos, pude viver muito mais para além do que a faculdade me tinha para oferecer. Pude fazer parte da organização de conferências a nível nacional, pude gerir equipas de pequenos líderes que acreditaram que na AIESEC poderiam tornar-se melhores; pude fazer parte de equipas de vendas, falando com pessoas com mais de 40 anos, para permitir que jovens venham trabalhar para os nossos lares e com os nossos idosos; pude fazer um estágio internacional na área de Business Development e Sales numa start-up Ucraniana onde deixei o meu impacto; pude fazer a ponte entre jovens portugueses que querem mudar a sua vida, indo trabalhar para fora, e empresas internacionais que procuram o talento português. Hoje, sou Diretor do Departamento de Projetos Sociais e sou responsável por todo o planeamento estratégico do departamento e pela gestão de 20 pessoas responsáveis pela seleção, acompanhamento, integração e acolhimento de jovens internacionais que vêm impactar o nosso país. Para além destes cargos, pude fazer parte de duas equipas de Recrutamento dentro da AIESEC, algo que muitas pessoas só experienciam após irem para o mercado de trabalho. No entanto, não foram só estas experiências que me fizeram continuar na AIESEC até hoje. A AIESEC é sobre pessoas: as pessoas que trabalham lado a lado comigo, as pessoas que já recrutei, as pessoas que me lideraram dentro do meu escritório, as pessoas que liderei, as pessoas que tive a oportunidade de conhecer a virem realizar a própria experiência aqui em Lisboa e, claro, as pessoas que conheci durante a minha própria experiência internacional na Ucrânia.

A AIESEC foi criada após a 2ª Guerra Mundial, num período conturbado e marcado pela insegurança. Hoje experienciamos mais um desses períodos a nível global e a AIESEC não poderia fazer mais sentido no contexto que vivenciamos. Nesta altura pandémica, em que todos os campos do mundo foram afetados de maneira semelhante: todas as classes sociais, todos os países, todos os cidadãos mundiais. É em períodos como o que vivemos que os jovens, mais que ninguém, devem assumir uma responsabilidade para com o mundo e para com as futuras gerações e tomar uma ação. É neste momento que procuramos pessoas com vontade de mudar o mundo todos os dias, pessoas que procurem tomar a ação que o mundo necessita, pessoas que se queiram desenvolver, pessoas que queiram descobrir como é que é ser a melhor versão de si próprios.

Já pensaste no que aconteceria ao ISEG, a Lisboa, ao mundo, se todos os nossos jovens tivessem as experiências que a AIESEC já me proporcionou apenas em 2 anos? Já pensaste no que aconteceria se todos decidissem ser líderes?

No ano anterior impactámos 230 vidas. Tu não só podes ser uma delas, como também podes fazer parte deste movimento, e contribuir para que sejam muitas mais.

Renato Galvão, AIESECer há 2 anos.

Comentários

comentários